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Amor de pais: Quão importante isso é para o desenvolvimento dos pequenos

6 de julho de 2017

As pessoas devem ter ideia do quanto os filhos aprendem (ou aprenderam) durante a fase inicial de sua vida, e o quanto, ainda como fetos, as surpreendiam em diversos estímulos que eram desconhecidos para a ciência alguns anos atrás.

desenvolvimento-feto

A verdade é que o feto aprende e se desenvolve muito mais do que imaginamos. Parece que não, mas aos dois meses, o feto já consegue ter a percepção do mundo fora do útero e sentir o contato com a mãe de diversas formas. Aos quatro meses, os nervos já estão quase totalmente evoluídos e ele começa a presenciar o tato, e aquele carinho na barriga já possui muito significado ao meio afetivo que ele vai criar. É aqui também que o cérebro começa a decifrar sentidos diferentes, e ele pode ouvir, além de sentir. Com seis meses, quase todos os sentidos já estão desenvolvidos; ele pode chorar ou sorrir, sonhar, brincar, detectar gostos e cheiros que mudam no líquido amniótico, dentre outras coisas incríveis!

Choro do bebe

Os exames, hoje, já são tão avançados que nos permitem ter a certeza de como tudo isso acontece. Cientistas, inclusive, afirmam que, muito do que os fetos sentem, ouvem e presenciam de forma traumática após os seis meses de gestação podem ficar guardados em seu inconsciente.

Parece que não, mas o que a mãe vive e passa, desde o início da gravidez, é transformado em estímulo hormonal sentido pelo bebê já a partir do segundo mês de vida. O feto, claro, não vai reconhecer o que é raiva, tristeza, amargura, brigas etc, porém, um exemplo claro, é quando a mãe fica assustada. Ela libera substâncias que agem diretamente no bebê através do cordão umbilical. “Toda situação de estresse atinge o feto”, resume a neuropsiquiatra infantil Theodolinda Mestriner Stocche, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, em Ribeirão Preto. E não são desconfortos esporádicos que afetarão bruscamente o bebê. Afinal, quem não tem dias difíceis ao longo do ano, certo? Mas episódios recorrentes possuem grande impacto no feto, que pode chegar a desenvolver distúrbios psicológicos graves, até mesmo esquizofrenia e autismo.

Por isso, é tão importante que o vínculo afetivo e o equilíbrio emocional dentro de casa sejam abundantes desde a gravidez. Um lar estável é um lar feliz e melhor para os pequenos, que aprendem muito nos primeiros anos de vida.

O principal vínculo é com a mãe. O feto fica alojado, sem novidades, no útero dela, portanto, consegue ouvir as batidas do coração e sua voz. Em todos os momentos que o feto ouve algum som de conversa, a voz que lhe causará mais impacto sempre virá da mãe, e isso porque ele ouve o som externo e também da vibração das cordas vocais, ou seja, internamente.

No entanto, a voz feminina é a que ele menos percebe (claro, excluindo o caso da mãe), pois a voz masculina soa mais forte lá dentro do útero. A causa mais plausível para isso é criar uma forma para que o pai tenha aproximação com o bebê desde a gravidez, assim como a mãe. Natureza perfeita, não?

Muitos pais ainda não se sentem tão próximos quando o filho ainda está na barriga e por isso quem conversa e acaricia mais o bebê é a mãe. Isso só reforça ainda mais a conexão que o bebê já cria, naturalmente, com ela, que além da voz, também vem pelo cheiro que ele sente e se acostuma. Algo que será fácil de reconhecer após o nascimento, período em que está se acostumando com o mundo a sua volta.

Mas o conforto que ele busca não vem só do odor que ele já está acostumado, vem também através da fala, que ele identifica e o acalma. Quanto mais o pai conversa e dá carinho ao bebê na fase fetal, mais o bebê também se sentirá confortável ao senti-lo e ouvi-lo após o nascimento.

Há histórias impressionantes que comprovam o quanto se pode aprender no útero, mas também há uma importante jornada que o bebê irá enfrentar desde o nascimento ate completar seis anos de idade.

Essa primeira fase na vida do ser humano é importante porque é o maior desenvolvimento que o cérebro vai sofrer (sofrerá uma parecida na adolescência, como vimos nessa matéria aqui). Porém existe uma diferença imensa que não pode ser substituída em nenhuma outra fase de existência humana, que é o desenvolvimento do afeto. Esse período da infância é quando o cérebro responde mais ativamente ao apoio e afeto dos pais. Uma fase de muita responsabilidade afetiva, pois o cérebro é sensível a carências que podem durar a vida inteira (mais ainda nos dois primeiros anos).

“Sabemos que as crianças que não recebem afeto se tornam adultos com menor desenvolvimento cerebral”, afirma o neuropsicólogo espanhol Álvaro Bilbao, que se dedica a ajudar pessoas com danos cerebrais a melhorar a memória e outras funções cognitivas. O hipocarmo das crianças sofre alto impacto (área do cérebro responsável por habilidades como a memória, controle de emoções e aprendizado) que não pode ser recuperado posteriormente. Ou seja, quanto mais os pais aprendem a dar apoio emocional e proporcionarem um lar de equilíbrio aos filhos nesses primeiros anos de vida, mais saudável e equilibrado o pequeno irá se desenvolver, gerando bons frutos para eles depois.

Além disso, é essencial que sejam feitas intervenções que respeitem os ritmos e singularidades de cada filho de forma diferenciada. Por isso, é necessária atenção ao desenvolvimento da criança nos mínimos detalhes, e cuidado para que a vida agitada do cotidiano em que vivemos não seja motivo de distanciamento entre pais e filhos, pois as crianças precisam receber esse apoio nessa fase tão importante de suas vidas.

Fontes: BBC | Super Interessante | EBC 

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