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Criança e equilíbrio: inteligência emocional

16 de agosto de 2018

Por: Giulia Beatrice

INTELIGÊNCIA EMOCIONAL? EM CRIANÇAS? O QUE É ISSO?

Primeiro, o que muitos de nós não refletimos é que, a inteligência emocional tem influência durante a vida toda de um ser humano!

 

Quanto mais cedo a criança aprender a canalizar suas emoções, melhor fará isso durante sua vida toda, de forma natural, aprendendo a se respeitar, a expressar os sentimentos de forma equilibrada, a ter empatia com o próximo, a ter paciência e interpretar melhor. Quanta coisa se ganha, não?

 

Por isso, é realmente importante que você direcione bem essa questão na vida do seu filho.

 

A educação emocional faz parte da formação da criança! E há também muitos problemas quando não se ensina a criança a ter essa habilidade.

 

 

MAS COMO FUNCIONA ESSA TAL DE INTELIGÊNCIA EMOCIONAL?

Ela se dá quando a criança consegue entender o que está sentindo, e expressar isso de forma equilibrada. 

 

Algo que não parece nenhum bicho de sete cabeças, mas quando se trata de crianças de 2 anos, explicar, conversar ou até incentivar essa habilidade, com tantos fatores externos influenciáveis, sabemos que a coisa toda complica bastante, né?

 

Mas é bom que saiba que é possível, desde muito cedo, e é muito melhor!

 

 

ALGO A SE CONSIDERAR:

Desenvolver essa habilidade não significa que a criança não vai se irritar ou se magoar ou que vai amar tudo e sorrir o tempo inteiro.

 

Equilíbrio, lembra?

 

Não reprimir o que sente é importante, mesmo que venha a ser em forma de choro, o que é comprovado pela ciência que é algo saudável e natural, comum a todo ser humano.

 

Validar o sentimento do filho é importante!

 

Então, quando o seu filho expressa tristeza, raiva ou chora, por qualquer motivo que seja, ele está refletindo um sentimento que precisa ser validado, assim como os seus. E está começando a vida, o que torna tudo mais difícil de saber como agir. E uma criança sem orientação, provavelmente entrará em uma espécie de colapso de sentimentos e agirá por impulso.

 

 

Saber se expressar de forma equilibrada é exatamente a chave para ter uma vida saudável.

 

Reflita conosco:

Quando, inesperadamente, a criança resolve exagerar e fazer birra, às vezes não sabemos lidar com isso, pois não refletimos a respeito de nossas próprias atitudes com o próximo.

Não existe hora ou lugar, e normalmente, se a birra, choro ou raiva são exagerados, há alguns motivos já acumulados no pequeno, inconscientemente, e ele não faz id

eia do que fazer com todo aquele bolo que ele não sabe expressar. Ele mal entende o que é tristeza. Está aprendendo tudo com o mundo, com você.

Muitas vezes, nesse momento, escapa, automaticamente, da boca dos pais, frases famosas, por serem muito ouvidas: “não foi nada / você não tem que querer / engole esse choro / não tem motivo para ficar com raiva / porque não, ué”

 

Pode ser estranho, mas isso não valida e não ajuda a criança a entender o que sente para equilibrar as emoções. E também não dá limites da forma correta.

Na verdade, o que acontece é o contrário: a criança se torna uma pessoa reprimida, muitas vezes fria, por outras, explosiva, prejudica no convívio social de maneira geral, em sua compreensão de mundo e compromete sua habilidade empática, já que, quando ela precisou que tivessem empatia com ela, ela foi obrigada a se calar e esconder qualquer sentimento que não estava compreendendo.

 

 

 

IMPORTANTE:

Em tudo precisamos ter inteligência emocional…

Nossas emoções permeiam toda nossa vida.

Não dá pra “deixar” de sentir. Certo?

 

A criança também não pode deixar de sentir, e não nasce sabendo o que fazer; ela precisa ser direcionada, portanto.

 

 

Claro que não é fácil orientar emocionalmente, mas podemos ser mais conscientes com relação as atitudes que prejudicam os pequenos a obterem esse equilíbrio, certo?

 

Parece bobo, às vezes temos atitudes automáticas que parecem inofensivas, mas fazem um mal enorme para o desenvolvimento do corpo humano.

 

 

AQUI ESTÁ A CHAVE: A vida se reflete com todos os estímulos que você teve desde o nascimento, e quanto antes você começar, e quanto mais você tiver paciência, abaixar, ouvir e conversar com a criança, mais ela aprende a ter essa tal inteligência emocional. Ou seja, tenha empatia. E fazer isso não é mimar. Lembre-se disso.

Essa parte de ter empatia com o sentimento da criança muitas vezes é ignorado, mas é super importante. No momento que a criança expressa um sentimento muitas vezes estamos cansados e não damos a devida atenção, certo?

 

Quanto mais você refletir que a sua atitude naquele momento vai ajudar a criança para os próximos, mais consciente você se torna para tomar qualquer decisão nesse momento.

 

A demonstração de empatia é decodificado no cérebro da criança como uma forma de afeto e carinho. É meio que um “start” para a criança começar a entender tudo o que sente e como expressar, como falar com você, e desenvolver sua compreensão do mundo ao receber atenção, explicação e ser ouvido.

 

 

E para ajudar mais ainda você nessa fase, têm algumas pequenas ATIVIDADES LÚDICAS estimulantes que você também pode fazer com a criança:

  1. Apresente à criança as diferentes emoções através de desenhos com expressões. Você pode fazer cartas, como se fossem cartas de baralho, e uma por vez, incentive seu filho a virar a carta (tem o fator surpresa) e identificar cada expressão. No meio do papo, você pode perguntar o que a criança faria caso se sentisse triste ou feliz, para que você possa orientá-la. Isso também pode ser feito através de um joguinho da memória.
  2. Quando seu filho te contar alguma situação que aconteceu na escola com o amiguinho (ou até com ele mesmo), dê atenção. Pergunte como ele se sentiu, o que faria nessa situação e como ele acha que o amiguinho se sentiu. Cuidado com as falas impulsivas. Lembre-se que a ideia aqui é ajudá-lo a entender que as situações são normais e que existem bons meios de resolver.
  3. Brinque de mimica educativa! Quem faz a mimica escolhe uma situação e tenta repassá-la com suas expressões no corpo inteiro, sempre representando uma emoção boa ou ruim daquilo. Quando ele exagerar na expressão, você pode falar que não entendeu. Por exemplo, se o sentimento for chateação ou frustração e ele representar com muito entusiasmo uma birra, se jogar no chão, gritar, você pode demonstrar que isso é mais que chateação, é uma forma de raiva ou descontrole, e explicar o quanto isso é ruim ou prejudicial, de forma que ele entenda a diferença.

 

E uma dica da psicóloga Sílvia Álava:

“Quando as crianças são pequeninas, o que os pais têm que fazer é comunicar-lhes frases bem curtas, e, sobretudo, agir mais e falar menos. A gente não pode se esquecer que os pais são a principal fonte de aprendizado de uma criança. Logo, o comportamento dos pais sempre tem que ir em conformidade com o comportamento da criança.

Quando já forem um pouco maiores, poderíamos começar a raciocinar mais com os filhos, mas nunca no momento das birras. Quando estiverem tranquilos e relaxados poderemos falar com eles e poderemos reforçar a importância do diálogo, de como comunicar os sentimentos e de que forma podemos expressá-los.”

 

Sabemos que essa tarefa pode não dar certo sem ajuda!

É importante ressaltar que, se o sentimento ruim e exagerado da criança for frequente e de difícil compreensão para vocês, é válido procurar um profissional para fazer um acompanhamento.

 

 

Fontes:

Pais e Filhos |  Hipnose na Prática  |  Escola da Inteligência  |  Oficina da Psicologia

 

 

 

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